A retenção de fêmeas oriundas do cruzamento industrial é uma decisão estratégica que impacto direto na rentabilidade do sistema de cria. Durante o quadro “Giro do Boi Responde” exibido na última terça-feira (4), o zootecnista Alexandre Zadra atendeu ao médico e pecuarista mato-grossense Antônio Carlos Zuntini. O produtor utilizou sêmen da raça Bonsmara na vacada Nelore via LATF, obtendo bezerras desmamadas com média de 240 quilos aos sete meses de idade.
Em sua resposta técnica, Zadra explicou que a raça foi estruturada a partir do cruzamento da raça Sanga Afrikaner com os taurinos britânicos Hereford e Shorthorn. No Brasil, o trabalho de seleção genética vem priorizando linhagens com pelagem cada vez mais curta, garantindo elevada adaptabilidade e resistência ao calor úmido das regiões tropicais brasileiras.
O especialista explicou que o acasalamento do touro Bonsmara com fêmeas Nelore gera um produto com cem por cento de heterose funcional. As bezerras meio-sangue nascidas desse cruzamento possuem cerca de 80% de rusticidade tropical, aliando excelente habilidade materna, precocidade sexual e alta fertilidade. Diante desses atributos, a melhor decisão econômica é reter essas fêmeas na fazenda para atuarem como matrizes na reprodução.
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